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domingo, maio 16, 2010

Filha escandalosa, mãe louca.

É, Lara está realmente crescendo, não só no tamanho (agora ela esbarra em todas as quinas das mesas e está sempre batendo a cabeça em algum lugar), mas também na inteligência e, principalmente, na birra. Tem dias que eu simplesmente não sei o que fazer para manter a pequena entretida, em outros dias eu me transformo em uma dançarina ou cantora exemplar para fazer com que ela coma algumas poucas colheres do almoço, em alguns outros momentos eu tenho que estabelecer limites e regras, o que nem sempre é fácil e já me fez chorar.

Em apenas uma semana Lara começou a andar, aprendeu a dar mordida nas pessoas e puxar o cabelo quando é repreendida. O sentimento de orgulho já não é o mesmo, de quando eu tinha uma pequena inofensiva que tudo era motivo para festejar, agora ela está se tornando uma pessoa com personalidade própria (e muito forte, por sinal) e que vão existir N momentos em que eu serei a chata e do contra, e acredite, esse papel já era meu desde o começo.

Morar com os seus pais e criar um filho não pode ser considerada uma missão que traz equilíbrio para a relação mãe-filho, já que todo e qualquer não que eu imponho para a Lara é motivo de discussão, algumas vezes eu chego a ser questionada sobre a minha obediência como filha, perdendo a pouca moral de mãe que me resta. Por isso e por outros motivos, ando triste e nem um pouco satisfeita com as condições de vida atual. Isso não significa (sob hipótese nenhuma!) que eu não ame a minha filha, esse amor é inquestionável e imutável, mas adoraria dar a ela o que eu tive da minha mãe; o quarto dela, o espaço dela, uma rotina mais flexível, que nos permita dias mais coloridos. Enquanto esse dia não chega cruzo os dedos e me permito sonhar com dias melhores, torço para que esse dia não demore muito para chegar. 

sexta-feira, abril 30, 2010

Sorria, você está sendo fotografada!

A pequena anda à mil por horas, calma, ela ainda não deu os seus primeiros passos, apesar de ontem ter começado a jornada de se levantar sozinha sem se apoiar em pessoas ou objetos, mas ela anda mesmo é muito danadinha. Ontem eu estava brincando com ela e fotografando (ó mania!) algumas das suas artes, e olha o que ela fez? Colocou a máquina fotográfica de brinquedo no rosto, ainda que de forma meio desajeitada, mas colocou, né? E mãe que é mãe sorri até com os feitos, ainda que sejam mal feitos. 

Outra peripécia da garotinha, que eu infelizmente ainda não consegui registrar é a conversar no celular de borracha que ela ganhou quando ainda tinha apenas 5 meses, acredito que esse amor por telefones e principalmente celulares, venha da utilização que o mesmo tem na vida dela desde muito novinha, já que a vovó paterna (que mora no Rio), sempre que pode, bate aquele papo com ela pelo celular. Toda vez que ela conversa pelo celular de brinquedo é uma comoção geral de risos e gritinhos de alegrias, ela passa de uma orelha para a outra e ainda faz carinhas de feliz e preocupada, uma verdadeira atriz em tamanho reduzido.

Ah, como eu poderia esquecer? Há umas duas semanas, sempre que estou balançando Lara na cadeira para o soninho da noite ela, que sempre me olha fixamente, fecha os olhos assim que lanço aquele olhar de relance para saber se ela já está dormindo, traduzindo: ela fingi que está dormindo e eu caiu na risada, né? Como pode ser tão gostosinha? Ontem eu sugeri que ela dormisse para a vovó ver, e prontamente ela fechou os olhos e ficou rindo, como quem tem a absoluta certeza de que está fazendo graça pra todo mundo sorrir. 

E assim temos passados os dias, infelizmente a gripe pegou dona Laroca de jeito e estamos a base de um zilhões de remédios e xaropes naturais, além da nebulização de soro fisiológico, apenas para evitar maiores problemas, mas o que sempre me deixa encantada e orgulhosa é que mesmo doente ela ainda encontra tempo para se divertir e encantar ainda mais à todos que vivem com ela. Amo demais, sempre!