domingo, janeiro 02, 2011

A maior lição de 2010.

O amor é escolha


No finzinho do ano vivenciei umas das melhores experiências atuais; fiz ‘a’ descoberta. Certo dia me perguntaram o que era o amor para mim. E o que é o amor para mim? “Ah, o amor não tem explicação, ele é porque é, de uma forma simples e desajeitada, muitas vezes”, respondi sem pensar muito. Afinal, quem saberia descrever o amor com maestria e simplicidade ao mesmo tempo? Eu não conhecia a explicação do amor, até o dia D. Minto, eu conhecia, mas não acreditava, em 23 anos não conseguiram me convencer daquela tamanha verdade.

Vou roubar a explicação do multiplicador e te convencer, com facilidade, do que, na realidade, é o amor.
Muitas mulheres são mães, mas nem todas optam por amar os seus filhos. Muitas pessoas se casam, mas nem todas optam por lutar pela instituição (atualmente um pouco falida) família ou simplesmente amar. Muitos filhos/filhas, mas poucos escolhem honrar os seus pais com atenção, carinho, respeito- amor. Muitos amigos e companheiros de vida, mas nem todos cumprem o seu dever com lealdade- amor.

O amor é escolha.


E sabe como eu me convenci disso? Eu acordo às 5h da manhã por escolha. Fico noites sem dormir para cuidar de uma criança doente por escolha. Por escolha, se necessário, eu daria a minha vida pela integridade física da minha filha. Ainda por escolha, eu não teria coragem de colocar a minha filha para adoção, deixa-la em uma porta desconhecida para ser cuidada por outra pessoa qualquer, como muitas fazem por aí. Por escolha decidi viver norteada de sentimentos de culpa, impotência e insegurança, decidi amar como mãe.
A decisão de amar transforma a vida em um jogo. Complexo, mas completo.

Eu decidi amar incondicionalmente um grão de arroz, uma ervilha, um grãozinho de feijão, uma criança que cresceu no ventre e foi tomando forma de gente. Ser mãe é entrar em contato com o amor mais profundo, verdadeiro, incondicional e foi através da maternidade que eu descobri que a escolha não pode ser feita por todos. Pena de quem não se dispõe a escolher o melhor caminho, a facilidade dos atalhos traz tristes recompensas e poucas lembranças. O amor, que é muitas vezes doloroso, dói na presença e principalmente na ausência.

Contradição? O dia todo, o tempo inteiro. Mas quem não ama não vive, sobrevive. O vírus do amor é o medo, o antidoto é a escolha.

Um comentário:

Natália Chaves disse...

Ananda, amei este post.
Vou colocar uma referência lá no blog... ;)

Abraços