Eu não precisava ser mãe para me indignar com casos de violência contra crianças, e de fato ser mãe me torna ainda mais sensível a qualquer história que envolva um 'serzinho' que não tem sequer o direito de se defender perante a força e extrema covardia de um adulto. É, eu estou sim falando sobre o caso Isabella, o assunto mais noticiado da semana.
Na época em que o 'acidente' aconteceu passamos muitos dias discutindo o caso nas aulas de jornalismo, debatendo a forma sensacionalista que imprensa a noticiou, os primeiros questionamentos vindo da própria imprensa sobre a veracidade da versão dada pelo pai e madrasta da criança, além de ser pauta para conversas de corredor. A morte, com causa desconhecida (?), de uma menina de 5 anos de idade, choca qualquer pessoa que tenha o mínimo de sangue correndo nas veias, mas hoje eu não consigo ver os noticiários com a mesma indignação da época em que eu não era mãe, a minha revolta aumentou.
Eles estão presos a um tempo, podem ser condenados a uma vida toda em cárcere, privados da convivência social e, principalmente, de ver os seus filhos crescer, além de não terem a consciência tranquila (sem dúvidas, a pior prisão do ser humano) nada que aconteça vai trazer a alegria de viver daquela menina. Basta de impunidade, estou cansada, calejada de ler sobre crimes bárbaros que podiam ser evitados com um mínimo de equilíbrio emocional ou medo da justiça e suas punições em terra. Os assassinos, os deliquentes ou marginais, como você preferir, precisam saber que há uma justiça que vai além daquela que está no céu. Aqui se faz, aqui se paga, de fato eu não quero mais saber de impunidade e você?