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terça-feira, dezembro 29, 2009

Das estrelas,

Caminhando, disse tudo que devia dizer, apaguei mensagens, recados, promessas do meu coração, deletei os beijos, abraços e até as canções.

Encontrei no mar, companhia e nas minhas verdades, conforto.

As estrelas estabeleceram as novas regras do jogo da vida, me alertaram sobre as possibilidades de mudanças na velocidade dos ventos. Talvez, olhar o mar a noite venha acompanhado de um frio glacial e um bom cobertor seja necessário, mas o importante é continuar tentando.

Porque eu descobri que sentimento sem ação não enxe barriga de sonho algum.

segunda-feira, dezembro 14, 2009

Sobre a felicidade,

A felicidade é o pote de ouro no final do arco-íris, não há regras, nem mapas mirabolantes que me façam chegar até lá sem passar pelos percalços de uma vida de aventuras. Cai mais uma vez, bati com os joelhos no chão, nada tão forte que não possa suportar, nada tão singelo que não me faça chorar.

Acredito, a lágrima é o combustível da aventura. Se não há lágrimas, não há sorrisos especiais, não há premissas básicas de sobrevivência na selva, não há tesouros encantados, duendes verdes, fadas voadoras, potes de ouro no fim do arco-íris brilhante, não há momentos que mereçam morar na lembrança eterna, mesmo que o eterno não dure para sempre.

O brinde veio quebrado e eu pedi devolução do dinheiro, ao direito a troca. Fui a júri, estabeleceram regras, da melhor forma eu violei todas as possibilidades de não ter em minhas mãos o poder de escolher para onde devo ir. Determinei; o meu mapa sou eu que faço, a minha felicidade sou que construo, não há lei, julgamento ou pena de morte que me convença que a trilha não seja válida. Quando eu chegar no reino quero sentir, mais uma vez, o gosto que a felicidade tem.

sábado, novembro 07, 2009

Sonhos não envelhecem,

Procure. Não se perca pelos caminhos dessa vida.
Me encontra! Talvez, eu possa te ajudar.
Sei que há sonhos em ti.
Há manhãs com luas, noites de sol, mas ainda assim, há sonhos.
Sobe na árvore, toma banho de chuva, deixa a gota de chuva bater em seu rosto, admire a estrela, sente o vento acariciar a pele.
Permita-se viver em sonhos. Os sonhos não envelhecem.


*Essa foto é uma das minhas prediletas. Tirada em uma cidadezinha sem nome, na Escócia em 2007.

quarta-feira, setembro 30, 2009

Morada do sonho.

A profundidade das coisas lindas chegou a alma.

Os olhos agora desejam o paraíso.

É um sinal, a felicidade está de partida.

Ela foi embora, deixou sozinho os pensamentos, saiu da cabeça e foi fazer morada no coração.

Os sonhos estavam se sentindo abandonados pela realidade. Só ser plano não enche barriga de sonho algum! - resmungavam eles entre si.

O momento te trouxe companhia, sonho. Algumas viverão o momento, outras o sempre. A eternidade, mesmo que não faça mais morada nos olhos, estará sempre no coração.

Ananda Urias

quinta-feira, setembro 17, 2009

Momentos que valem pela vida quasetoda²

E a gente fala de amores, rancores, dores, e novos amores.
E conversa vai, conversa vem.

-"Porque aquela sicraninha, aquele fulaninho, aquele beltraninho.."

-"Num é que foi menina, aconteceu..."

E pede mais uma cerveja, começa a sorrir mais alto, a amar mais a música que toca de fundo no bar, a olhar pros lados e a perceber que aquele momento não é só mais um.

Tem momentos que valem pela vida quasetoda.

No fim a gente se despede jurando que não vai e não pode (prometa, por favor!) demorar tanto tempo para essa noite repetir.

A promessa vai ficar guardada em algum lugar da memória, a saudades vai apertar mais uma vez, os dias vão passar, e não por maldade, mas talvez pela certeza de que nada muda o formato do dia futuro, levamos tempo para repetir a dose.


Vai, promete. Não quero ficar mais.... assim... tanto tempo sem sorrisos, com vocês!

domingo, setembro 13, 2009

O dia que eu chorei.

Quantos litros de amor cabem nessa minha oração?
Eu não saberia viver sem você!
(E não desejaria tamanha desgraça pra minha vida)

sexta-feira, setembro 11, 2009

Tem momentos que valem pela vida quasetoda¹

Pela primeira vez coloquei meus pés na areia.

Descobri que quando esses grãozinhos de cor marrom entram pelos meus dedos eu acho graça, e assim começo a sorrir.
Descobri também que ela é divertida de se ter entre os dedos da mão.

Deu uma vontade louca de colocar a mão toda melecada na boca, mas minha mãe não deixou. Ela disse que a areia é legal pra brincar e não pra comer.

Ela me prometeu castelos de areia, um baldinho e uma pázinha de brinquedo, e prometeu também que vai me deixar correr livre pelas areais das praias, rumo ao mar, sentindo o vento tocar o meu rosto e a felicidade das pequenas coisas invadir o meu peito, eternizando mais um momento que vale pela vida quase-toda.

Larinha.

sábado, agosto 29, 2009

Felicidade!

Fui me rendendo aos poucos como quem precisa de carinho, mas não está disposto a se ariscar.

Fui desejando, dia após dia, mais, como um viciado com ânsia de se sentir completo.

Sacia o interior, alivia as dores da alma, preenche os buracos obscuros do coração, despeja os males e manda pra longe os medos.

Um pequeno sorriso desperta uma alegria jamais encontrada.

Estabeleci contato com o planeta Felicidade.

Ananda Urias