Mostrando postagens com marcador poema. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador poema. Mostrar todas as postagens

terça-feira, junho 07, 2011

Um pouco de poesia para o meu dia.

Clarice Lispector sempre me insipirou, mas admito que esse texto se encaixa com o meu momento.

“Um nome para o que eu sou, importa muito pouco. Importa o que eu gostaria de ser.
O que eu gostaria de ser era uma lutadora. Quero dizer, uma pessoa que luta pelo bem dos outros. Isso desde pequena eu quis. Porque foi o destino me levando a escrever o que já escrevi, em vez de também desenvolver em mim a qualidade de lutadora que eu tinha? Em pequena, minha família por brincadeira chamava-me de ‘a protetora dos animais’. Porque bastava acusarem uma pessoa para eu imediatamente defendê-la.
[...] No entanto, o que terminei sendo, e tão cedo? Terminei sendo uma pessoa que procura o que profundamente se sente e usa a palavra que o exprima.
É pouco, é muito pouco.”

terça-feira, fevereiro 01, 2011

Pelas frestas..

‎"Sei que a tendência anda nas frestas, no decidir da mente. É como se perder de Deus e eu não quero. Eu não quero me perder, eu não quero te perder", Marisa Monte.

domingo, dezembro 12, 2010

Uma verdade por Caio F. Abreu

"Algumas vezes eu fiz muito mal para pessoas que me amaram. Não é paranóia não. É verdade. Sou tão talvez neuroticamente individualista que, quando acontece de alguém parecer aos meus olhos uma ameaça a essa individualidade, fico imediatamente cheio de espinhos - e corto relacionamentos com a maior frieza, às vezes firo, sou agressivo e tal. É preciso acabar com esse medo de ser tocado lá no fundo. Ou é preciso que alguém me toque profundamente para acabar com isso." Caio F. Abreu

segunda-feira, outubro 18, 2010

Sumir porque?

Sumi porque só faço besteira em sua presença, fico mudo
quando deveria verbalizar, digo um absurdo atrás do outro quando
melhor seria silenciar, faço brincadeiras de mau gosto e sofro
antes, durante e depois de te encontrar.
Sumi porque não há futuro e isso não é o mais difícil de
lidar, pior é não ter presente e o passado ser mais fluido que o ar.
Sumi porque não há o que se possa resgatar, meu sumiço é
covarde mas atento, meio fajuto meio autêntico, sumi porque
sumir é um jogo de paciência, ausentar-se é risco e sapiência,
pareço desinteressado, mas sumi para estar para sempre do seu
lado, a saudade fará mais por nós dois que nosso amor e sua
desajeitada e irrefletida permanência.

-Martha Medeiros

sexta-feira, outubro 08, 2010

1,5 anos e novidades.


Filhos... Filhos?
Melhor não tê-los!
Mas se não os temos
Como sabê-lo?
Se não os temos
Que de consulta
Quanto silêncio
Como os queremos!
Banho de mar
Diz que é um porrete...
Cônjuge voa
Transpõe o espaço
Engole água
Fica salgada
Se iodifica
Depois, que boa
Que morenaço
Que a esposa fica!
Resultado: filho.
E então começa
A aporrinhação:
Cocô está branco
Cocô está preto
Bebe amoníaco
Comeu botão.
Filhos? Filhos
Melhor não tê-los
Noites de insônia
Cãs prematuras
Prantos convulsos
Meu Deus, salvai-o!
Filhos são o demo
Melhor não tê-los...
Mas se não os temos
Como sabê-los?
Como saber
Que macieza
Nos seus cabelos
Que cheiro morno
Na sua carne
Que gosto doce
Na sua boca!
Chupam gilete
Bebem shampoo
Ateiam fogo
No quarteirão
Porém, que coisa
Que coisa louca
Que coisa linda
Que os filhos são!

Vinícius de Moraes...

Com 1 ano e 5 meses Lara encanta mais e mais. Mamãe anda sentindo o peso da distância, saudades batendo forte, todo dia a despedida é um lamento, chororô e pedidos de colo, o coração fica pequeninho, mas eu tenho que ir. Trabalhar é preciso e de quebra ainda me faz muito bem.
Com o fim da campanha, peguei o embalo e (graças a Deus) já estou em outro trabalho, com a mesma empresa que trabalhei durante três longos, trabalhosos, porém divertidos meses. Agora é a minha vez de tirar férias, e vamos fazer folia na casa do papai no Rio de Janeiro. A mamãe vai matar as saudades dos dias distantes... agarrar muito a gorda e se fazer presente. De fato, eu não aguento mais essa distância toda.

Também vou deixar saudades em Recife, mas serão nove longos dias de diversão e muito pensamento... estilo retiro espiritual mesmo.
Beijos em todos vocês!

Ah, dia 6/10 (quarta-feira) foi o meu aniversário!!! Hoje vai ter bolo e cerveja com os amigos e amigas! Vai ser um momento feliz! Oba!

@ananda_urias

terça-feira, setembro 28, 2010

Assimile as cores desta canção

Durante muitos anos, praticamente todo o meu tempo de vida útil sentimental, acreditei que sentimento era escolha e dessa forma me entristecia quando não era correspondida à altura de tudo aquilo que sentia. Tenho que pedir desculpas a algumas pessoas que me magoaram por não terem tido por mim a mesma estima, também tenho que me redimir com aqueles que de forma indireta contribuíram para as minhas lágrimas porque preferiram viver o que sentiam a pensar no bem estar dos outros. É, perdão. Perdão, porque só agora eu consegui entender que a gente não escolhe, certas coisas simplesmente acontecem. Quando a gente menos espera os olhares se cruzam e finito, conhecemos um novo mundo cheio de detalhes encantadores. E ai de quem consegue se manter longe dessa cor... ai.

Me mantenho.
Sofro...
Sabe o que consola? Tudo passa.


Tudo que espero é ser feliz então
É pegar na sua mão
É dormir com perfeição
Acordar e os pés no chão
Bem longe da solidão
E se na vida tudo não valer
Eu vou procurar você
Pra dizer que não deu certo
Não bonito e nem correto
Mas a vida é mesmo assim
Assimile as cores desta canção

sexta-feira, abril 09, 2010

Fechando ciclos.

"Pode parecer óbvio, pode mesmo ser difícil, mas é muito importante. Encerrando ciclos. Não por causa do orgulho, por incapacidade, ou por soberba, mas porque simplesmente aquilo já não se encaixa mais na sua vida.Feche a porta, mude o disco, limpe a casa, sacuda a poeira. Deixe de ser quem era, e se transforme em quem é. Torna-te uma pessoa melhor e assegura-te de que sabes bem quem és tu próprio, antes de conheceres alguém e de esperares que ele veja quem tu és...E lembra-te: Tudo o que chega, chega sempre por alguma razão."
Fernando Pessoa

domingo, março 21, 2010

Amor maior do mundo.

Assim como o oceano
Só é belo com luar
Assim como a canção
Só tem razão se se cantar
Assim como uma nuvem
Só acontece se chover
Assim como o poeta
Só é grande se sofrer
Assim como viver
Sem ter amor não é viver
Não há você sem mim
E eu não existo sem você

(Vinicius de Moraes)
Nossa cumplicidade só aumenta... o amor também. Que fase maravilhosa, que dias tão felizes! Queria congelar os nossos sorrisos, acho que falta muitos momentos como os que temos no mundo! Felicidade é o nosso nome. Nunca pensei que podia me apaixonar ainda mais por você.. amor infinito. 

sexta-feira, fevereiro 05, 2010

E o tempo passa rápido,

Os meses vão passando e já já Larinha vai fazer 10 meses e logo mais na sequência vem os primeiros passos, o primeiro aninho, o primeiro dia na escola, maiores possibilidades de alimentação (ela só come verduras, legumes, frutas, leite - Nan 2, água de coco, arroz, fígado, músculo, peito de frango e feijão preto (tudo sem sal e açúcar), as primeiras birras faladas (quero isso, não quero aquilo...), como passa rápido. Parece que foi ontem... Tanta coisa mudou dentro de mim, e sem dúvidas ela foi a responsável por, hoje, eu encarar o mundo, as pessoas, a vida, de uma forma completamente diferente. Por isso, muitas vezes olho para algumas pessoas e percebo que a minha vida tem um valor incalculável quando comparado as lágrimas que muitos derramam por motivos tolos. O meu tempo virou ouro, pouquíssimos merecem a minha atenção, o meu cuidado, o meu tempo, e quase ninguém merece as minhas lágrimas.

A minha vida se resume ao período AL (Antes de Lara) e DL (Depois de Lara). Eu confesso, prefiro a minha vida como está, talvez não esteja como nos meus sonhos de infância; não estou viajando pelo mundo, curtindo a vida adoidada, ou trabalhando na maior empresa do país, mas estou zelando pela minha plantinha preciosa, o presente de Deus, que me trouxe o verdadeiro sorriso e amor incondicional.

Não duvido em momento nenhum que Lara foi feita por e com amor, mesmo que os caminhos e sentimentos tenham mudado. Importante mesmo é tê-la ao meu lado, sempre.

Há 1 ano atrás.
Amor perfeito,
eterno, incondicional.
 

Lara - 9 meses- meu maior amor.
 

Soneto da Fidelidade
Vinícius de Moraes

De tudo ao meu amor serei atento
Antes, e com tal zelo, e sempre, e tanto
Que mesmo em face do maior encanto
Dele se encante mais meu pensamento.

Quero vivê-lo em cada vão momento
E em seu louvor hei de espalhar meu canto
E rir meu riso e derramar meu pranto
Ao seu pesar ou seu contentamento

E assim, quando mais tarde me procure
Quem sabe a morte, angústia de quem vive
Quem sabe a solidão, fim de quem ama

Eu possa me dizer do amor (que tive):
Que não seja imortal, posto que é chama
Mas que seja infinito enquanto dure.

domingo, janeiro 10, 2010

Sentir,

Se eu pudesse trincar a terra toda
E sentir-lhe o paladar,
E se a terra fosse uma cousa para trincar
Seria mais feliz um momento...
Mas eu nem sempre quero ser feliz.
É preciso ser de vez em quando infeliz
Para se poder ser natural...
Nem tudo é dias de sol,
E a chuva, quando falta muito, pede-se,
Por isso tomo a infelicidade com a felicidade
Naturalmente, como quem não estranha
Que haja montanhas e planícies
E que haja rochedos e erva...
O que é preciso é ser-se natural e calmo
Na felicidade ou na infelicidade,
Sentir como quem olha,
Pensar como quem anda,
E quando se vai morrer, lembrar-se de que o dia morre,
E que o poente é belo e é bela a noite que fica...

Alberto Caeiro

terça-feira, dezembro 29, 2009

Momentos que valem pela vida quase toda³



Meu presente é viver o presente
que saudade me dá no futuro
o que hoje pra mim é escuro
amanhã poderá ser a luz
quero um tempo onde não haja tempo
sentimentos não são medidos
onde não faz sentido os sentidos
onde só o silêncio traduz
céu de prazeres e flores
pincel e todas as cores
do arco-íris do amor.

Não tenho palavras para agradecer aos  ser bondoso que colocou essa amiga especial em minha vida! O ano de 2009 não seria tão divertido sem a sua companhia, sorrisos constantes e poesias. Te amo!

sábado, dezembro 05, 2009

Pedaços de mim,


Eu sou feito de
Sonhos interrompidos
detalhes despercebidos
amores mal resolvidos

Sou feito de
Choros sem ter razão
pessoas no coração
atos por impulsão

Sinto falta de
Lugares que não conheci
experiências que não vivi
momentos que já esqueci

Eu sou
Amor e carinho constante
distraída até o bastante
não paro por instante


Tive noites mal dormidas
perdi pessoas muito queridas
cumpri coisas não-prometidas

Muitas vezes eu
Desisti sem mesmo tentar
pensei em fugir,para não enfrentar
sorri para não chorar

Eu sinto pelas
Coisas que não mudei
amizades que não cultivei
aqueles que eu julguei
coisas que eu falei

Tenho saudade
De pessoas que fui conhecendo
lembranças que fui esquecendo
amigos que acabei perdendo
Mas continuo vivendo e aprendendo.



Martha Medeiros

sexta-feira, outubro 09, 2009

Eu não falo 'Eu te amo' porque sou gordo.

Eu não falo "te amo" porque sou gordo. E porque sou homem. E porque tenho noção. ‘Eu te amo’ é um desses momentos solenes que só devem ser trazidos à tona quando temos a noção exata de que nossa vida está para mudar. Em uma época onde tudo parece ser mais rápido e evoluído do que realmente é, temos a tendência de apressar as coisas, contornar ‘bons sensos’, vivenciarmos experiências cinematográficas...

Não há muito nessa vida que seja mais tocante/angustiante/desconcertante que a troca de olhares entre dois seres que se complementam. Em toda a sua condição de distintos, imperfeitos, inoportunos, mas, juntos, deixam evidente, um ciclo que poucos compreendem. Observar esse tipo de comportamento, essa sorte, esse ideal, em si, já é dignificante. Vivenciá-lo, uma loteria.

Não importa quantos relacionamentos tivemos na vida. Reconhecemos aquela pessoa que mais nos mexeu. Aquela que ainda vai nos procurar à noite, nos sonhos mais (ou menos) inocentes, independente do fato de estarmos junto a ela. Não há coisas como ‘o grande amor’. Amor é grande por definição. As demais experiências que tivemos foram paixões acaloradas, carnais, brutais, infelizes, comprometidas, infantis ou inesquecíveis. Mas paixões.

O amor nos consome. Faz doer o peito quando distantes e, quando próximos, faz doer também, por conta do medo de perder um ao outro. Amor é banal, sentimental, abobalhado, a ponto de achar belo ou engraçado o despentear natural dos cabelos do sono, o primeiro hálito matinal ou as belezas não tão perfeitas, mais claras à luz do dia.

Buscaremos o amor enquanto estivermos vivos. Quer admitamos ou não. Tudo tende aos pares. Nossas mãos, narinas, olhos e ouvidos estão aí para provar que nossas bocas e sexos buscam incessantes complementos. A verdade é que poucos de nós o encontraremos. Poucos têm essa sorte. Os demais encontrarão nas paixões duradouras, corretas ou convenientes, relacionamentos para muitos anos. Talvez uma vida toda. E viverão bem. Talvez felizes. Não há nada de mal nisso. Sorte foi criada para pertencer a poucos, caso contrário, não faria sentido.

O amor é a centelha que nos mantém, juntos, à cama, como animais insaciáveis. Ele também mantém acesa a libido nos anos mais ‘ingratos’ de nossa ‘pré-despedida’, quando não possibilitando os ‘fins’, sugerindo brincadeiras sacanas que só pertence aos dois presentes. O amor é a beleza que atrai na juventude e o conteúdo de renovação que mantém o interesse até o fim da vida. O amor é tecnologia, didática, kamasutra, evolução.

Alguns chegam a dizer que felizes são os que não amam. Estes, nunca amaram. Se o fizessem, saberiam que a dor e o gozo de um sentimento, tão grande quanto vidas inteiras, não se resumem a apenas um lado. Saberiam que, tal qual a vida, ele é feito de construções, decepções, redenções, abdicações e desculpas. Muitas desculpas. Inúmeras, porém sinceras.

Não diria ‘eu te amo’ para afagar ouvidos. Não o diria, também, como uma prova sonora e pessoal de sensação. O amor não é expresso na vontade de não sair da cama, por estar acompanhado, mas na plena certeza de que, se possível, nada mais seria necessário, além do corpo quente por sobre seu peito, envolvido em seus braços. As palavras são opcionais.

Extraído do: Diário de um gordo (em dieta)

quarta-feira, outubro 07, 2009

Amor de mãe.

Ser mãe, ai! palavra doce. Ser mãe é viver sorrindo, mas também é viver de cabelo em pé. Ser mãe não é a mais fácil das tarefas, mas a mais compensadora delas. Depois de tantas lutas, conquistamos uma falsa igualdade, Ah mulheres! Nunca poderemos ser iguais aos homens, temos a sensibilidade nos poros, a delicadeza do sentimento na alma e a maternidade na cabeça, corpo e coração.

Faculdade, trabalho, família, e na maioria das vezes marido. É a babá que pede dispensa, é o trabalho que liga te lembrando dos documentos, é o transito que te faz perder tempo, é o sonho que te deixa aérea, é o carro que quebra, o pneu que fura, o marido\paquera que pede atenção, é a filha que chora, a mãe que pede ajuda, a irmã que quer conselho, o pai que não te larga, a avó que quer dormir, os amigos que querem sair, é o tempo que não dá mais, são as 24 horas do dia: curtas demais.

Ser uma em um milhão, é ser super heroína, é fazer carreira solo onde, no momento, o aconselhável era uma orquestra inteira, tocando todos juntos e afinados com o sucesso. A mulher e a sua mania, algumas mulheres e as suas manias, as mães e as suas manias, auto suficiência crônica, comum no grupo de mães presentes e dedicadas. Letal, poderia matar lentamente, elas morreriam de amor eterno, muita concentração, estresses do cotidiano, atraso constante, pressa eterna, contradições de sentimentos e muitas, mas muitas noites em claro.

O antídoto, Ah! O antídoto é o amor. Esse amor que nos faz correr para casa após um dia exaustivo de trabalho para os sorrisos singelos e os braços ainda pequenos, o amor que nos leva nas alturas e nos dá saudades em poucos minutos de ausência, que nos faz saber que vale a pena todas as tardes distantes, todo o pouco dinheiro ganho, todas as batalhas vencidas, as lutas iniciadas, toda essência de vida, toda lágrima perdida e todo sorriso dado. Ser mãe não é fácil, mas não há mãe que se arrependa de um bem. Por eles tudo vale a pena.

segunda-feira, outubro 05, 2009

Falando de felicidade.

E assim começa a minha semana.

Quando eu não tenho tempo mais para quase nada, os momentos com Larinha tem se tornados ainda mais especiais. Tudo com ela é tããão feliz, que eu não conseguiria jamais explicar o que ela representa na minha vida.

É o amor mais verdadeiro, a razão do eterno sorriso. Ela me transformou! Estou sempre pronta para lutar pelo melhor!

As vezes, só as vezes, tenho medo de tanta felicidade. Queria que esse momento congelasse...

Menininha, não cresça mais não, fique pequenininha na minha canção. Menininha, que graça é você. Uma coisinha assim, começando a viver. Fique assim meu amor, sem crescer... Fique assim, fique assim, e se lembre de mim pelas coisas que eu dei. Também não se esqueça de mim, quando você souber enfim de tudo que eu amei.

segunda-feira, setembro 21, 2009

Filhos. Como sabê-lo?

Eu estava grávida, na maior expectativa da minha existência, quando me enviaram esse poema.
Algumas coisas tocam profundo na minha alma, sou um excêntrico tipo de pessoa sentimental, não dá pra explicar (mesmo que eu tentasse você não iria compreender). Mas, voltando ao poema, esse foi um dos momentos em que minha alma foi tocada. Poderia chamar de o toque de Vinícius, mas prefiro nomear assim; o toque do verdadeiro amor incondicional.

Filhos
Vinícius de Moraes.

Filhos... Filhos?
Melhor não tê-los!
Mas se não os temos
Como sabê-lo?
Se não os temos
Que de consulta
Quanto silêncio
Como os queremos!
Banho de mar
Diz que é um porrete...
Cônjuge voa
Transpõe o espaço
Engole água
Fica salgada
Se iodifica
Depois, que boa
Que morenaço
Que a esposa fica!
Resultado: filho.
E então começa
A aporrinhação:
Cocô está branco
Cocô está preto
Bebe amoníaco
Comeu botão.
Filhos? Filhos
Melhor não tê-los
Noites de insônia
Cãs prematuras
Prantos convulsos
Meu Deus, salvai-o!
Filhos são o demo
Melhor não tê-los...
Mas se não os temos
Como sabê-los?
Como saber
Que macieza
Nos seus cabelos
Que cheiro morno
Na sua carne
Que gosto doce
Na sua boca!
Chupam gilete
Bebem shampoo
Ateiam fogo
No quarteirão
Porém, que coisa
Que coisa louca
Que coisa linda
Que os filhos são!

Vivo esse poema até nos seus artigos.
Viva os filhos!
Tão pequenos e tão grandes, tão doces e ardentes, tão eles, tão eles.
Trouxe o sorriso à alma, a alegria à vida, a felicidade aos dias.